quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Carta Extraviada
"Quisera eu ter-lhe escrito tais palavras porém outro alguém o fez melhor do que eu jamais o faria. Tenhas estas como minhas, dando o devido valor a todas elas como se fossem inéditas e exclusivas tuas pois apesar de estarem distribuidas, queria eu te-las juntado antes que outra o fizesse. O amor que sinto é teu e intransferível. Amor este que guardo em mim, em ti, em nós. Amor que nos aguarda a eternidade seguinte e dessa vez sem pedir passagem ou permissão, ele será nosso e de mais ninguém. Continuo em ti, minha pequena e não solto, porque não teria onde mais segurar. Serei teu porto-seguro enquanto precisares de mim e espero que nunca deixes de precisar. Teu sorriso ilumina a minha solidão mais fria e aquece minha alma, que sem a tua é incompleta. Por mais que insistas em fazer doer, eu insisto em te amar, vou assim até onde for possível suportar. Minha pequena, amor nenhum terás igual ao meu, o amor que tudo espera, tudo aguarda, tudo suporta. Arrisco dizer que o nosso amor é para uma vida inteira, então o pequeno espaço de tempo que nos separa não será suficiente pra me manter longe de ti. Amor da minha vida, amo-te com tudo que tenho e em momento algum duvide deste amor."
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Pequena
A noite passa, corre, arrasa
Se solta, se desprende, me prende
Me amarra e não me solta
Me encadeia em pensamentos
Vividos, imaginados, insólitos
Como podes ser tão livre a ti e tão solta a mim?
Como posso ser tão livre do mundo e amarrada a ti?
Me solta, me agarra, me traz pros teus braços quentes
Não me afasta, não me solta, não me larga como fizeste diversas vezes
Deixa passar, deixa repousar, deixa estar
Me deixa estar.
Se solta, se desprende, me prende
Me amarra e não me solta
Me encadeia em pensamentos
Vividos, imaginados, insólitos
Como podes ser tão livre a ti e tão solta a mim?
Como posso ser tão livre do mundo e amarrada a ti?
Me solta, me agarra, me traz pros teus braços quentes
Não me afasta, não me solta, não me larga como fizeste diversas vezes
Deixa passar, deixa repousar, deixa estar
Me deixa estar.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Capitulo 1 – Aquele certo alguém
Existem milhões de formas de conhecer alguém, desde a um esbarro no meio da rua até uma troca de olhares em um lugar inusitado. Não importa a forma que duas pessoas se encontram em um certo tempo espaço, não importa o que acontece na vida de cada uma, não importa se elas estão de lados completamente opostos. Quando você conhece uma pessoa e ela é exatamente tudo o que você almejou, os problemas são detalhes, as horas são segundos, os sorrisos são incontáveis e a sensação de que a qualquer momento vai ter um infarto é constante. Porque quando você encontra alguém, não um alguém qualquer mas aquele alguém, você começa a acreditar em destino, em entidades celestiais e tudo que o ser humano já imaginou que pudesse contribuir com esse encontro.
Há quem não acredite, há quem diga que isso é besteira e que o amor não existe. Besteira. Todo mundo já amou, ama ou vai amar. A amargura vem da decepção, da frustração, do abandono, da dor. Histórias de amor são ditas, lidas, redigidas, escutadas, inventadas, fantasiadas. Mas essa não é exatamente uma história de amor. Pra falar a verdade, eu não sei bem de que gênero essa história vai ser, até porque ela ainda não aconteceu. Ela irá acontecer a medida que você ler. Até o final nós podemos decidir isso. Soa razoável pra você?
Há quem não acredite, há quem diga que isso é besteira e que o amor não existe. Besteira. Todo mundo já amou, ama ou vai amar. A amargura vem da decepção, da frustração, do abandono, da dor. Histórias de amor são ditas, lidas, redigidas, escutadas, inventadas, fantasiadas. Mas essa não é exatamente uma história de amor. Pra falar a verdade, eu não sei bem de que gênero essa história vai ser, até porque ela ainda não aconteceu. Ela irá acontecer a medida que você ler. Até o final nós podemos decidir isso. Soa razoável pra você?
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Ciel
O que enxergas do teu céu?
Um punhado de astros de luz que brilham por entre as nuvens?
Um circulo de uma pequena enorme distancia?
Ou vês alem do pouco tudo nada?
Vês um universo imaginário interminável?
Vês teus sonhos pregados no infinito incansável?
Te inundas de questionamentos irrefutáveis?
Ou baseias tua vida no ordinário cotidiano que passas, olhas e não enxergas?
Um punhado de astros de luz que brilham por entre as nuvens?
Um circulo de uma pequena enorme distancia?
Ou vês alem do pouco tudo nada?
Vês um universo imaginário interminável?
Vês teus sonhos pregados no infinito incansável?
Te inundas de questionamentos irrefutáveis?
Ou baseias tua vida no ordinário cotidiano que passas, olhas e não enxergas?
quinta-feira, 31 de março de 2011
Like we
Nas molduras espessas do teu pensamento observo um estranho circular de cores de único eixo. Penso alucinar, mas não. Estas são as cores da tua alma presa pelo teu corpo. Sentes uma orquestra dentro do teu peito. Podes sentir os flamejantes toques do meu olhar sedento, eles entranham tua pele e consegues sentir todo o teu corpo queimar.
terça-feira, 29 de março de 2011
Fuck That Brain
As pontas dos teus dedos enconstam em meus anseios. É possivel sentir o toque mais leve com toda a sua intensidade. Entre minhas veias está o desespero, por dentro perpassa o amor em sua mais pura forma. Meus pés desconcertados buscam insanamente sua sombra deixada a beira-mar. O dia anoitece, o céu deita-se sob a sua alma, porém talvez não consigas carregar tal fardo. Os primeiros feiches de luz invadem sua cama, como um estranho adentra sua casa. Tu sentes o desconforto herdado do medo, mas tal fato não te impede de querer enconstar sua mente no travesseiro e se perder em tolos pensamentos. Algo a faz sentir-se diferente porém soa harmoniozamente familiar. E de suspiro voltas aos teus sonhos intranquilos almejando sempre uma dor que insiste em atinar. Minha querida, meus versos de amor estão gastos e sujos, quero pertencer a ti em meu estado mais são, claro e constante. Sem meio-termos, desculpas ou sofrimentos. Porque em ti aprendi que amar não é sofrer, é cuidar.
sábado, 27 de novembro de 2010
Non sense
Não sei o que veio a calhar nesse triste final de tarde lembrar-me de você. Talvez tenha sido as exageradas doses de uma bebida forte, tal qual chamam de absinto, mas talvez tenha sido a memória recorrente de uma noite sentindo concretamente as palavras entrarem em contato com meu corpo, porém talvez podia ser novamente a tal bebida, mas acho que não seria apropriado, muito menos convincente. Não sei o que me veio a calhar lembrar seu rosto, porém esquecer a voz que encanta por trás de tal beleza fria. Lembrei-me agora de uns outros versos que havia te escrito, será que te lembras como eu? “Das mãos frias como a neve, mas quentes como o sol?” Não lembro de muita coisa do passado, mas recordo bastante das sensações. Sensações, eu tive bastante delas quando te encontrei. Acabei de dar-me conta que há muito não escrevia alguma coisa. E quando finalmente escrevo, é para ti? Será que a culpa é sua por tirar-me inspiração e agora trás me de volta aos pesares e em grãos? Não, me importa porém o silêncio que o lado oposto transmite e silencia a tarde escura de um sábado.
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