Meus olhos te encostavam a face com um
toque aveludado, sutil. Te percebi em todos os aspectos. De vez em quando
pedias para parar, mas como eu poderia? Como eu poderia me deixar longe, mesmo
que por uma fração quebrada de tempo, da tua beleza tão intensa? Pude te
perceber além dos olhos, da face, do corpo branco e quente que me segurava.
Pude te perceber além das imperfeições, além da dor, além da capa que te
protege do mundo e de ti mesma. Perdi-me em ti e tu me procuravas por entre o
sonho e a realidade, sentindo-me tão perto que a minha respiração esquentava o
teu rosto gelado pelo vento. Quando te percebi, você havia desistido de me
encontrar e se rendeu a um mundo só teu, não mais o nosso universo mas sim o
teu próprio. Parei de devanear e me prendi a entender o teu universo, quais tantas
galáxias e buracos negros te dominam? Me surpreendeste ao me dar uma dica com
as tuas expressões, parecias estar ouvindo alguém mas este não a convencia.
Parecias desconfiada deste tal alguém. Talvez eu nunca saiba quem invadiu teu
mundo, talvez nem você tenha percebido isso. Um suspiro meu mais forte te
assustou, te jogou direto na realidade. Senti a dor do tombo em mim. Te deste
conta de que estavas segura e tirou a roupa malmente abrindo os olhos, me pediu
para tirar seu sutiã murmurando e eu o fiz de bom grado. Deitaste com o rosto
voltado pra mim. Passei a te admirar, teu rosto, teu corpo coberto pela manta.
Voltaste para o teu universo e me deixaste aqui, esperando por ti. Me
surpreendeste de novo ao pôr tua mão quente em minha perna me mostrando que
mesmo estando no mundo dela, ela me queria perto, para que eu estivesse aqui, a
amando quando voltasse. Mesmo com a minha perna dormente, não queria tirar tua
mão de mim, não queria que ela levasse outro tombo, não queria tira-la do mundo
dela. Me perdoa por ter te assustado de novo e feito você levar outro tombo,
não consegui ser sutil o suficiente. Te espero voltar e te espero com todo o
amor que eu tenho.
domingo, 24 de junho de 2012
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Esse novo alguém
"Você fica tão linda desse jeito meio concentrada, lidando com o mundo em palavras desconexas de páginas qualquer. Se o tempo não houvesse distância e se encurtasse quarteirões em segundos, estaria segurando-te em meus braços, afagando seu coração e amando-te até o sol aparecer de novo. Estaria feliz em alimentar-me do sorriso teu que me entregas de todo agrado, sem gasto nem retorno exigido."
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Carta Extraviada 2
Minha querida,
Meus pensamentos hei de desculpa-los todos, eles não pediram para serem pensados, apenas foram. Os segundos são dias no intrínseco mundo em que me meti. Não poderia dizer-te de que fantasmas e demônios me cercam e me sugam. Não poderia dizer-te a súbita premissa de dor que me atingiu aos montes e com ruidoso penar. Sóis e luas me passaram, passei por eles despercebida, meu inconstante silêncio e murmúrios se abafaram pela salgada e amarga dor do esquecimento.
Tentei ater-me às nossas ternas lembranças, porém não consegui afaga-las da terrível imaginação que me consome. Se tento lembrar-me do teu beijo, outros lábios encostam os teus que não os meus, se me atento ao teu toque, outras mãos a te consolam e a partir daí minha doce amada, não suportaria imagina-la mais, seria uma dor a qual eu não me prendo a sentir.
Em meu âmago escondo tuas lembranças, de sua pele recostada na minha, de tuas mãos descansando em meu ombro e do teu coração debruçado em meu peito. Perco o juízo em, por um milésimo quebrado de tempo, imaginar tais lembranças poluídas por outras lembranças imaginadas e cruéis a mim.
Tenho de ti o que sobrou a mim, apenas o teu passado que por alguma ventura, ou desventura, entrelaçou-se ao meu. O teu princípio, o nosso princípio, aquele que nenhum ser humano ou força maior pudesse nos alcançar.
Questiono-me, por que insisto em teus passos vazios, na tua sombra que me esconde? Por que a dor atina de forma sombria e solitária? Dei-me de conta que não havia felicidade na terra, na lua ou em outro astro qualquer que pudesse chegar ao chão da felicidade que eu encontrei em ti. De vício à penumbra, à dor, ao sofrimento e por fim à solidão.
Diante disso, quem seria o bem-aventurado? O que encontrou a felicidade e por algum infortúnio a vida a tirou dele ou aquele que jamais soube que tal grandiosidade divina existia por entre pecadores? Se a vida, de fato, tivesse nos dado o livre-arbítrio, faria a escolha de encontrar e perder, porque apesar de sentir essa dor tão intrínseca a mim, eu saberia que, ao menos uma vez, eu teria sido completa.
Desejo ser completa ao teu lado, pois não há outro lugar no mundo onde eu queira estar. Como eu lhe disse antes, o meu futuro é contigo e se eu acredito nele hoje é por sua causa. Minha pequena, ele será nosso e de mais ninguém. Independente de quantos amantes nos cercarem e nos afastarem, meu coração é teu. Te amo com tudo que tenho.
P.s.: "but on and on, from the moment I wake to the moment I sleep, I'll be there by your side."
Meus pensamentos hei de desculpa-los todos, eles não pediram para serem pensados, apenas foram. Os segundos são dias no intrínseco mundo em que me meti. Não poderia dizer-te de que fantasmas e demônios me cercam e me sugam. Não poderia dizer-te a súbita premissa de dor que me atingiu aos montes e com ruidoso penar. Sóis e luas me passaram, passei por eles despercebida, meu inconstante silêncio e murmúrios se abafaram pela salgada e amarga dor do esquecimento.
Tentei ater-me às nossas ternas lembranças, porém não consegui afaga-las da terrível imaginação que me consome. Se tento lembrar-me do teu beijo, outros lábios encostam os teus que não os meus, se me atento ao teu toque, outras mãos a te consolam e a partir daí minha doce amada, não suportaria imagina-la mais, seria uma dor a qual eu não me prendo a sentir.
Em meu âmago escondo tuas lembranças, de sua pele recostada na minha, de tuas mãos descansando em meu ombro e do teu coração debruçado em meu peito. Perco o juízo em, por um milésimo quebrado de tempo, imaginar tais lembranças poluídas por outras lembranças imaginadas e cruéis a mim.
Tenho de ti o que sobrou a mim, apenas o teu passado que por alguma ventura, ou desventura, entrelaçou-se ao meu. O teu princípio, o nosso princípio, aquele que nenhum ser humano ou força maior pudesse nos alcançar.
Questiono-me, por que insisto em teus passos vazios, na tua sombra que me esconde? Por que a dor atina de forma sombria e solitária? Dei-me de conta que não havia felicidade na terra, na lua ou em outro astro qualquer que pudesse chegar ao chão da felicidade que eu encontrei em ti. De vício à penumbra, à dor, ao sofrimento e por fim à solidão.
Diante disso, quem seria o bem-aventurado? O que encontrou a felicidade e por algum infortúnio a vida a tirou dele ou aquele que jamais soube que tal grandiosidade divina existia por entre pecadores? Se a vida, de fato, tivesse nos dado o livre-arbítrio, faria a escolha de encontrar e perder, porque apesar de sentir essa dor tão intrínseca a mim, eu saberia que, ao menos uma vez, eu teria sido completa.
Desejo ser completa ao teu lado, pois não há outro lugar no mundo onde eu queira estar. Como eu lhe disse antes, o meu futuro é contigo e se eu acredito nele hoje é por sua causa. Minha pequena, ele será nosso e de mais ninguém. Independente de quantos amantes nos cercarem e nos afastarem, meu coração é teu. Te amo com tudo que tenho.
P.s.: "but on and on, from the moment I wake to the moment I sleep, I'll be there by your side."
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Carta Extraviada
"Quisera eu ter-lhe escrito tais palavras porém outro alguém o fez melhor do que eu jamais o faria. Tenhas estas como minhas, dando o devido valor a todas elas como se fossem inéditas e exclusivas tuas pois apesar de estarem distribuidas, queria eu te-las juntado antes que outra o fizesse. O amor que sinto é teu e intransferível. Amor este que guardo em mim, em ti, em nós. Amor que nos aguarda a eternidade seguinte e dessa vez sem pedir passagem ou permissão, ele será nosso e de mais ninguém. Continuo em ti, minha pequena e não solto, porque não teria onde mais segurar. Serei teu porto-seguro enquanto precisares de mim e espero que nunca deixes de precisar. Teu sorriso ilumina a minha solidão mais fria e aquece minha alma, que sem a tua é incompleta. Por mais que insistas em fazer doer, eu insisto em te amar, vou assim até onde for possível suportar. Minha pequena, amor nenhum terás igual ao meu, o amor que tudo espera, tudo aguarda, tudo suporta. Arrisco dizer que o nosso amor é para uma vida inteira, então o pequeno espaço de tempo que nos separa não será suficiente pra me manter longe de ti. Amor da minha vida, amo-te com tudo que tenho e em momento algum duvide deste amor."
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Pequena
A noite passa, corre, arrasa
Se solta, se desprende, me prende
Me amarra e não me solta
Me encadeia em pensamentos
Vividos, imaginados, insólitos
Como podes ser tão livre a ti e tão solta a mim?
Como posso ser tão livre do mundo e amarrada a ti?
Me solta, me agarra, me traz pros teus braços quentes
Não me afasta, não me solta, não me larga como fizeste diversas vezes
Deixa passar, deixa repousar, deixa estar
Me deixa estar.
Se solta, se desprende, me prende
Me amarra e não me solta
Me encadeia em pensamentos
Vividos, imaginados, insólitos
Como podes ser tão livre a ti e tão solta a mim?
Como posso ser tão livre do mundo e amarrada a ti?
Me solta, me agarra, me traz pros teus braços quentes
Não me afasta, não me solta, não me larga como fizeste diversas vezes
Deixa passar, deixa repousar, deixa estar
Me deixa estar.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Capitulo 1 – Aquele certo alguém
Existem milhões de formas de conhecer alguém, desde a um esbarro no meio da rua até uma troca de olhares em um lugar inusitado. Não importa a forma que duas pessoas se encontram em um certo tempo espaço, não importa o que acontece na vida de cada uma, não importa se elas estão de lados completamente opostos. Quando você conhece uma pessoa e ela é exatamente tudo o que você almejou, os problemas são detalhes, as horas são segundos, os sorrisos são incontáveis e a sensação de que a qualquer momento vai ter um infarto é constante. Porque quando você encontra alguém, não um alguém qualquer mas aquele alguém, você começa a acreditar em destino, em entidades celestiais e tudo que o ser humano já imaginou que pudesse contribuir com esse encontro.
Há quem não acredite, há quem diga que isso é besteira e que o amor não existe. Besteira. Todo mundo já amou, ama ou vai amar. A amargura vem da decepção, da frustração, do abandono, da dor. Histórias de amor são ditas, lidas, redigidas, escutadas, inventadas, fantasiadas. Mas essa não é exatamente uma história de amor. Pra falar a verdade, eu não sei bem de que gênero essa história vai ser, até porque ela ainda não aconteceu. Ela irá acontecer a medida que você ler. Até o final nós podemos decidir isso. Soa razoável pra você?
Há quem não acredite, há quem diga que isso é besteira e que o amor não existe. Besteira. Todo mundo já amou, ama ou vai amar. A amargura vem da decepção, da frustração, do abandono, da dor. Histórias de amor são ditas, lidas, redigidas, escutadas, inventadas, fantasiadas. Mas essa não é exatamente uma história de amor. Pra falar a verdade, eu não sei bem de que gênero essa história vai ser, até porque ela ainda não aconteceu. Ela irá acontecer a medida que você ler. Até o final nós podemos decidir isso. Soa razoável pra você?
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Ciel
O que enxergas do teu céu?
Um punhado de astros de luz que brilham por entre as nuvens?
Um circulo de uma pequena enorme distancia?
Ou vês alem do pouco tudo nada?
Vês um universo imaginário interminável?
Vês teus sonhos pregados no infinito incansável?
Te inundas de questionamentos irrefutáveis?
Ou baseias tua vida no ordinário cotidiano que passas, olhas e não enxergas?
Um punhado de astros de luz que brilham por entre as nuvens?
Um circulo de uma pequena enorme distancia?
Ou vês alem do pouco tudo nada?
Vês um universo imaginário interminável?
Vês teus sonhos pregados no infinito incansável?
Te inundas de questionamentos irrefutáveis?
Ou baseias tua vida no ordinário cotidiano que passas, olhas e não enxergas?
quinta-feira, 31 de março de 2011
Like we
Nas molduras espessas do teu pensamento observo um estranho circular de cores de único eixo. Penso alucinar, mas não. Estas são as cores da tua alma presa pelo teu corpo. Sentes uma orquestra dentro do teu peito. Podes sentir os flamejantes toques do meu olhar sedento, eles entranham tua pele e consegues sentir todo o teu corpo queimar.
terça-feira, 29 de março de 2011
Fuck That Brain
As pontas dos teus dedos enconstam em meus anseios. É possivel sentir o toque mais leve com toda a sua intensidade. Entre minhas veias está o desespero, por dentro perpassa o amor em sua mais pura forma. Meus pés desconcertados buscam insanamente sua sombra deixada a beira-mar. O dia anoitece, o céu deita-se sob a sua alma, porém talvez não consigas carregar tal fardo. Os primeiros feiches de luz invadem sua cama, como um estranho adentra sua casa. Tu sentes o desconforto herdado do medo, mas tal fato não te impede de querer enconstar sua mente no travesseiro e se perder em tolos pensamentos. Algo a faz sentir-se diferente porém soa harmoniozamente familiar. E de suspiro voltas aos teus sonhos intranquilos almejando sempre uma dor que insiste em atinar. Minha querida, meus versos de amor estão gastos e sujos, quero pertencer a ti em meu estado mais são, claro e constante. Sem meio-termos, desculpas ou sofrimentos. Porque em ti aprendi que amar não é sofrer, é cuidar.
sábado, 27 de novembro de 2010
Non sense
Não sei o que veio a calhar nesse triste final de tarde lembrar-me de você. Talvez tenha sido as exageradas doses de uma bebida forte, tal qual chamam de absinto, mas talvez tenha sido a memória recorrente de uma noite sentindo concretamente as palavras entrarem em contato com meu corpo, porém talvez podia ser novamente a tal bebida, mas acho que não seria apropriado, muito menos convincente. Não sei o que me veio a calhar lembrar seu rosto, porém esquecer a voz que encanta por trás de tal beleza fria. Lembrei-me agora de uns outros versos que havia te escrito, será que te lembras como eu? “Das mãos frias como a neve, mas quentes como o sol?” Não lembro de muita coisa do passado, mas recordo bastante das sensações. Sensações, eu tive bastante delas quando te encontrei. Acabei de dar-me conta que há muito não escrevia alguma coisa. E quando finalmente escrevo, é para ti? Será que a culpa é sua por tirar-me inspiração e agora trás me de volta aos pesares e em grãos? Não, me importa porém o silêncio que o lado oposto transmite e silencia a tarde escura de um sábado.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Dois
Por nós, deitados a beira-mar, com sorrisos estampados, contidos. A alma entrelaçada na carne, em dois, em um, em nós, perdendo a vertente da vista. O céu frio e cinza e nossos corpos tão brilhantes contrastando perfeitamente. Pensamento cabido a exclusividade, ao sentido de tudo e o ser nada, deixando completamente de lado. Sem saber, sem um porque, sem dúvidas, sem arrependimentos.
O único porque que existe é aquele que olho pra frente e só consigo enxergar nossas mãos entrelaçadas ingenuamente conectadas em um elo perfeito, seguro. Esqueço da carne, por surpresa, e me apego a ti, e o que me resta são minhas palavras desconcertadas que te dedico até o meu último dia, até o meu último cigarro.
O único porque que existe é aquele que olho pra frente e só consigo enxergar nossas mãos entrelaçadas ingenuamente conectadas em um elo perfeito, seguro. Esqueço da carne, por surpresa, e me apego a ti, e o que me resta são minhas palavras desconcertadas que te dedico até o meu último dia, até o meu último cigarro.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
please god, let me forget for just one day
"Im on a trip, I can't get off, can't get over. I want it all, I want it all inside of you,and I know I'm never gonna be inside of you. And I know I'm never gonna see inside of you, because you know I'm gonna fall and you'll be waiting for it."
how high?
O pensamento incrustado no corpo, cravado na pele, um vício, uma droga. Meus pés desconcertados afundam na areia branca, quente, exausta. O vento cortando o som, o gemido, o sorriso, acabo me perdendo nesses estranhos prazeres que me consomem.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
26/02/2010 – 03:29
Tentei tirar-te da cabeça, esquecer do teu sorriso por um minuto, mas parece impossível não remeter-me a lembranças tão doces. Eu a ti dedico cada palavra, sabendo porém de que tal sentimento seja contrário a tudo. Quando acordo és tu que me vem a mente, te procuro em vãos corredores, mas o tempo me deixa falhar. Escondes teus doces olhos por entre as mechas do teu cabelo e cada vez que encontro um olhar teu, me perco em tal profundidade nunca antes alcançada.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Transição
Eu vejo a fumaça do meu cigarro se esvair por entre meus dedos, nos arredores vejo casas, mas o que elas significam? Os pés dormentes, incoerentes, seguem passos já não existentes. O reconhecido se esconde por entre as árvores, e as letras estão por toda parte. Quem hei de junta-las novamente, se meus dedos escondem somente a fumaça? O céu está um tanto mais escuro porém carrega a mesma sensação de ardor que perpassa meu corpo. Quando será que a vida deixará de ser branca e passará a ser azul?
quinta-feira, 3 de junho de 2010
amor (?)
Das mais diversas formas de amar, concedo-te a mais pura. a que mesmo longe, preza sente perto, não ama de qualquer jeito, mas de um jeito único. Um que o sorriso mais tímido tira o suspiro mais profundo. E eu, o que faço sem ter a ti minha querida? Se todos os segredos da felicidade te entreguei e esqueci de anotar. Minha felicidade agora está em ti.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Tempo
Quero reinventar o tempo
Ter os ponteiros nas mãos
Algo sob inventado
Que reinvento na multidão
São meia dúzia de palavras
Atiradas pra cima
E as rimas, malditas rimas
Me perseguem onde quer que eu vá
O que fazer com elas
Se elas só andam em par?
Ter os ponteiros nas mãos
Algo sob inventado
Que reinvento na multidão
São meia dúzia de palavras
Atiradas pra cima
E as rimas, malditas rimas
Me perseguem onde quer que eu vá
O que fazer com elas
Se elas só andam em par?
quarta-feira, 12 de maio de 2010
céu, onde, dia
Na manhã extirpada pela conquista
Minhas mãos não seguiam o ritmo
Tento ostentar o caos ao redor
E a vida, pós vida
Onde hei de recorrer?
As nuvens, minha querida
Continuam brancas como a neve
E eu?
Eu continuo caindo
caindo
caindo
Ando desprovido de sentidos
E quem pressupôs que deveria haver algum?
Minhas mãos não seguiam o ritmo
Tento ostentar o caos ao redor
E a vida, pós vida
Onde hei de recorrer?
As nuvens, minha querida
Continuam brancas como a neve
E eu?
Eu continuo caindo
caindo
caindo
Ando desprovido de sentidos
E quem pressupôs que deveria haver algum?
completar ou completo?
O que te completas? O que te faz inteiro? Tuas dúvidas serão errôneas a partir do momento que amares uma pessoa. E só Deus sabe como ela hei de te deixar sem saída. E o que mais esperas de uma alma vagante? E em que sorriso pudera eu fincar-me? Os desgastes que outrora sofri, não me fizeram parar, mas porque aos outros, trás tanta angustia e receio? Não espero de ti, mais do que o esperado, tendo apenas a seguir o ímpeto que reconforta minh’alma solitária. E se te descubro de tais sentidos, perdoa-me porque não sei o que faço então. Talvez eu seja fadada a solidão por não ter necessidades supridas por outrem. Mas se um dia este surgir, que disponha a entregar-se, me diga de tal louca mente insana anseia me completar, porque a esta alma dedicarei a minha, caso não o seja, estarei à margem do rio mais fundo, no pôr-do-sol mais vermelho. Se a coragem me faltar, Deus, me permita sentir a dor atinar em meu peito pra saber o quão longe eu consigo chegar.
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